Rogério Cafeteira busca solução para impasse entre moradores de condomínios e construtora em São Luís

O deputado estadual Rogério Cafeteira (PSB) reuniu-se na Sala das Comissões, com os moradores dos condomínios que foram entregues pela Construtora Cyrela, em São Luís, com graves problemas estruturais. O objetivo foi buscar soluções para o impasse vivido hoje por diversas famílias em função dessas falhas  identificadas nos empreendimentos. Cerca de 15 mil pessoas estão sendo prejudicadas.

Dentre os empreendimentos que enfrentam problemas na tubulação do gás, fiação elétrica, hidrantes que não funcionam e de rachaduras estão os condomínios Vitória São Luís, Jardins, Brisas, Pleno Residencial e Farol da Ilha. Por conta disso, o Ministério Público está investigando a conduta da construtora Cyrela.

Dos encaminhamentos solicitados pela comissão constam a possibilidade de extensão da garantia dos empreendimentos; a elaboração de uma legislação que verse sobre fiscalização; a notificação da Prefeitura de São Luís para que emita um comunicado sobre o Habite-se; a verificação das falhas dos órgãos que compõem as licenças e a contratação de um perito técnico independente para fazer a contestação dos laudos hoje existentes. A comissão solicitou, ainda,  as presenças dos técnicos do IFMA, UEMA, UFMA, do Crea, do Sindicato dos Engenheiros e do Instituto de Perícia Técnica de Engenharia.

Na ocasião, o deputado Rogério Cafeteira disse que está acompanhando os casos e que já conversou com a defensora do Consumidor, Lítia Cavalcante, e com o procurador geral de Justiça, Luís Gonzaga, para que seja encontrada uma solução para os problemas dos condomínios. “Amanhã, às 15 horas vou me reunir com o procurador-geral de Justiça, Luís Gonzaga, para que possa ser agilizada essa questão de perícia. Envolver os órgãos na questão  é fundamental com o objetivo de fortalecer e encontrar uma solução para os problemas que os moradores estão enfrentando”, disse..

Sérios problemas

Localizado no bairro da Forquilha, o condomínio Vitória São Luís possui 55 torres e, logo que começou a ser entregue, em 2013, os problemas apareceram, tais como rachaduras na estrutura, fiação elétrica exposta e hidrante que não funciona.

Os moradores do condomínio Jardins de Provence, no ano passado, tiveram que deixar o prédio às pressas por causa do vazamento de gás. Além disso, os moradores dos Jardins também enfrentam o problema da falta de uma entrada para o caminhão dos bombeiros em caso de incêndio. Em 2015, um apartamento pegou fogo e o resgate dos moradores teve de ser feito de helicóptero. O Condomínio Brisas, em 2013, também teve problemas no sistema de gás. O prédio do Pleno Residencial que foi entregue em 2016, também possui rachaduras em toda a estrutura.

A proprietária de um apartamento do Pleno Residencial, localizado ao lado do São Luís Shopping, Valdelice Fernandes, afirmou que os problemas no local são em relação à tubulação de gás e as rachaduras nas paredes. “O que repassam pra gente é que é problema no reboco. Mas que problema é esse que já fazem quatro meses e nada é resolvido? Estou horrorizada com tudo isso que está acontecendo. Essa reunião com o deputado vai servir para dar uma pressão nos órgãos, pois se não tiver pressão nós vamos continuar sendo lesados”, disse ela.

Alexandre Campelo, morador do Jardim de Toscana, disse esperar que a Assembleia Legislativa ajude a resolver os vários problemas que os moradores dos prédios estão enfrentando. “Estamos aqui para ouvir do deputado o que a Assembleia Legislativa pode fazer para nos ajudar”, disse ele.

“O que nos deixa apreensivos como consumidor é como um empreendimento novo já está com sérios problemas estruturais. A ausência do Estado também nos preocupa muito. Por isso, estamos aqui contando com o reforço do deputado para saber o que pode ser feito para resolver os problemas, pois a construtora já está há quatro anos efetivando os reparos, mas não estão obedecendo os padrões técnicos e acabam refazendo tudo novamente”, afirmou o morador e síndico do Jardim Toscana, Jonas Silva Lima.

O síndico lembrou que no final do ano passado os moradores apontaram os problemas da nova execução que estava realizando no prédio, mas não foram ouvidos. “Hoje, se tiver um vazamento de gás no Toscana, a explosão vai ser imediata. Por isso, precisamos da atuação da Assembleia Legislativa para saber da ausência de critérios nessas construções. Não existe nenhuma segurança. Estamos contando com a ajuda e proteção de Deus”, disse Jonas Silva Lima.

 

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