Cutrim pede CPI da Agiotagem e convocação pela Comissão de Ética

Agência Assembleia

O deputado Raimundo Cutrim (PSD) declarou, na tarde
desta segunda-feira (29), que começou a recolher assinaturas para a criação de
uma Comissão Parlamentar de Inquérito, com o objetivo de esclarecer denúncias
de crimes de agiotagem que estão sendo veiculadas em órgãos da imprensa do
Maranhão.

Em seu discurso, Cutrim informou que o pedido já
conta com a sua assinatura e de mais três deputados: Bira do Pindaré (PT),
Cleide Coutinho (PSB) e Neto Evangelista (PSDB).
Além do pedido da CPI da Agiotagem, Cutrim
apresentou também um requerimento pedindo que seja convocado para prestar
esclarecimentos à Comissão de Ética da Assembleia Legislativa.

“Este requerimento, para mim, é essencial para
esclarecer todas as acusações que fizeram acerca da minha participação em
crimes de agiotagem, assassinato e grilagem durante o meu mandato”, afirmou o
deputado.

De maneira enfática, ele acrescentou: “Registro
esta minha solicitação de que eu seja convocado, para responder junto à
Comissão de Ética por processo disciplinar das acusações que estão sendo feitas
quanto a minha pessoa”.

Cutrim afirmou ainda que, sendo convocado pela
Comissão de Ética, espera ser submetido a uma acareação com as pessoas
envolvidas no assassinato do jornalista Décio Sá, dentre elas Gláucio Alencar,
apontado como um dos mandantes do crime e suspeito de ter financiado a execução
do jornalista; José de Alencar Miranda Carvalho, pai de Gláucio Alencar,
indicado também como mandante e financiador do crime; capitão Fábio, conhecido
também como Capita, ex-subcomandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar
do Estado do Maranhão, suspeito de fornecer a arma que executou o jornalista;
Fábio Aurélio do Lago e Silva, o Bochecha, suspeito de participar do crime;
José Raimundo Chaves Júnior, o Júnior Bolinha, suspeito de intermediar as ações
do crime; além de Jhonatan de Sousa Silva, assassino confesso do jornalista,
morto a tiros no dia 23 de abril de 2012, em um bar da Avenida Litorânea.

O deputado Raimundo Cutrim sugeriu ainda que a
Comissão de Ética faça a convocação, também, do secretário de Segurança Pública
do Estado, Aluísio Mendes, e de três delegados da Polícia Civil – Roberto Mauro
Larrat, Jeffrey Paula Furtado e Maymone Barros Lima –, apontados como autores
da montagem de uma farsa para que o nome do deputado Cutrim fosse citado no
inquérito policial que apurou o assassinato do jornalista Décio Sá.

“Será na Comissão de Ética que vou esclarecer a
razão de tudo isso, o responsável e porque tamanha injustiça” ressaltou Cutrim.
Ele afirmou ainda que já constituiu o advogado José Antonio Almeida, para
processar o Sistema Mirante de Comunicação por danos morais.

“Reitero, uma vez, o pedido a todos os deputados
para que apoiem os meus requerimentos, para que a justiça possa ser aplicada de
maneira correta”, afirmou Cutrim, ao final de seu discurso.

 

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