Maranhão detém um pedófilo a cada dez dias

A prisão do lavrador José Agostinho Bispo, em junho do ano passado, desencadeou uma onda de prisões e de denúncias contra outros pedófilos em todo o Maranhão. Hoje, pouco mais de seis meses após a descoberta deste caso, 18 pessoas já foram presas pelo crime de pedofilia. A última prisão ocorreu na terça-feira no final da tarde, na cidade de Pirapemas, distante 196 quilômetros de São Luís.
Isso significa, aproximadamente, um pedófilo preso a cada 10 dias no Maranhão nesse período. Das 18 pessoas presas, nove cometeram abusos contra filhas, netas ou enteadas. A lista dos 18 pedófilos presos no Estado em seis meses também inclui empresários, pastores evangélicos e até um ex-vereador da cidade de Paulino Neves, nas proximidades de Barreirinhas.
Na maior parte dos casos, as pessoas presas por abusos sexuais contra crianças e adolescentes no Maranhão moravam no interior do Estado. Dos 18 presos, apenas um residia em São Luís e outra em Imperatriz.
 Os outros casos foram descobertos em Pinheiro (onde José Agostinho morava), Bacabal, Buriticupu, Alto Alegre do Pindaré, Vargem Grande, Paulino Neves, Boa Vista do Gurupi, Colinas, Cururpu e agora Pirapemas.
Mas foi em Pinheiro que ocorreram o maior número de prisões, com cinco pessoas presas por esse crime. Após a prisão de Agostinho Bispo, foram descobertos casos como do também lavrador Raimundo Pimentel Correia, de 69 anos, que abusava da filha de 12 anos e ainda permitia que ela fosse molestada por quatro irmãos. Entre 10, 14, 15 e 16 anos.
Outro caso ligado a abusos sexuais em Pinheiro foi do pastor evangélico José Pedro Campos Coelho. Ele foi preso em julho do ano passado após ter engravidado duas adolescentes de 14 e 15 anos. Às meninas, ele dizia, conforme informações da Delegacia de Pinheiro, que era um enviado de Deus e que as relações sexuais eram “obra do Espírito Santo”.

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