Brandão rebate delação de assassino e diz que vaga citada no Palácio dos Leões é ocupada por gerador há seis anos

 

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), se manifestou sobre as acusações atribuídas a Gilbson Cutrim, condenado pelo assassinato do empresário João Bosco, ocorrido em 2022, em São Luís. Em declaração pública, Brandão classificou as acusações como “mentirosas” e contestou especificamente a afirmação de que Cutrim teria à sua disposição a vaga de número 6 do estacionamento interno do Palácio dos Leões.

Segundo o governador, a versão apresentada pelo condenado não corresponde à realidade. Brandão afirmou que a vaga mencionada por Gilbson está, há aproximadamente seis anos, ocupada por um gerador instalado nas dependências do Palácio.

“A vaga 6 no estacionamento do Palácio dos Leões, que ele diz que ocupava, está há 6 anos preenchida por um gerador”, declarou Brandão.  O governador também negou qualquer relação pessoal ou institucional com Gilbson Cutrim e afirmou que nunca recebeu o condenado na sede do Governo do Maranhão ou em qualquer outro local.

Gilbson Cutrim foi condenado pelo assassinato do empresário João Bosco, morto a tiros em 2022. Agora, declarações atribuídas a ele passaram a integrar uma nova controvérsia envolvendo o governador. Brandão questiona a credibilidade do relato e sustenta que o condenado teria mudado sua versão sobre os fatos.

Para o governador, não existem provas que sustentem as acusações. “Não há sequer uma prova de todas essas inverdades que estão sendo ditas. Por isso, afirmo categoricamente que são mentirosas”, declarou.

Brandão também ressaltou possuir mais de 35 anos de vida pública e disse não ter histórico de envolvimento em escândalos ou processos que possam respaldar as acusações apresentadas.

Outro ponto levantado pelo governador diz respeito ao andamento da investigação. Segundo Brandão, sua defesa ainda não teve acesso à totalidade do processo. Ele citou ainda parecer da Procuradoria-Geral da República segundo o qual, em sua interpretação, a apuração não poderia ser conduzida sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), por se tratar de matéria de competência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ao finalizar a manifestação, Carlos Brandão disse estar disposto a apresentar sua defesa e reafirmou considerar falsas as acusações. “Tenho plena convicção de que a verdade prevalecerá. E estou pronto para defender minha dignidade e minha trajetória política e pessoal”, concluiu o governador.

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