
A procuradora regional eleitoral Sarah Teresa Cavalcanti de Britto, maranhense e integrante do Ministério Público Federal (MPF), tornou-se alvo de uma série de ataques públicos no Amapá em razão de sua atuação no processo que julga a cassação e a inelegibilidade do ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan.
Nos últimos dias, a procuradora passou a ser alvo de publicações em redes sociais e de críticas direcionadas à sua atuação funcional após sustentar, perante o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), o posicionamento do Ministério Público Eleitoral no julgamento do recurso envolvendo Furlan. Durante a sessão, Sarah defendeu a manutenção da ação e questionou o adiamento do julgamento, reforçando o entendimento do Ministério Público sobre a necessidade de apreciação do mérito do processo.
A repercussão levou a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) a divulgar uma nota pública em defesa da procuradora. A entidade repudiou as publicações que atribuem falsamente condutas ilícitas à integrante do MPF, afirmando que as acusações buscam descredibilizar sua atuação institucional e podem configurar crime de calúnia. Segundo a associação, o trabalho desenvolvido por Sarah Cavalcanti está amparado pelas atribuições constitucionais do Ministério Público e merece respeito e proteção institucional.
Os ataques à procuradora não são inéditos. Ainda no início deste ano, um pedido de suspeição apresentado por João Paulo de Oliveira Furlan, promotor de Justiça e irmão de Antônio Furlan, tentou afastar Sarah Cavalcanti da condução do caso. A Justiça Eleitoral rejeitou a pretensão, entendendo que não havia elementos capazes de comprometer a imparcialidade da representante do Ministério Público Eleitoral.
Natural do Maranhão, Sarah Cavalcanti é filha da promotora do Direito do Consumidor, Litia Cavalcanti.
Sarah construiu carreira no Ministério Público Federal e atualmente exerce a função de procuradora regional eleitoral no Amapá, atuando em processos de grande relevância para a fiscalização da lisura das eleições e do cumprimento da legislação eleitoral.
O caso envolvendo Antônio Furlan continua em tramitação no TRE-AP e poderá definir os desdobramentos jurídicos da ação que discute supostas irregularidades eleitorais atribuídas ao ex-prefeito. Enquanto o mérito ainda aguarda julgamento definitivo, a atuação da procuradora passou a mobilizar manifestações de apoio de entidades representativas do Ministério Público, que classificam os ataques pessoais como uma tentativa de intimidar a independência funcional dos membros da instituição.