
O Partido dos Trabalhadores (PT) já iniciou o desenho do seu tabuleiro de xadrez para as eleições estaduais de 2026. Segundo mapeamento interno da sigla, revelado pela coluna de Milena Teixeira no portal Metrópoles, a legenda do presidente Lula planeja lançar nove candidatos próprios aos governos estaduais e oferecer apoio a aliados em outros 16 estados.
A estratégia nacional visa consolidar palanques regionais fortes para sustentar a provável campanha de reeleição de Lula. Entre as prioridades do partido estão as tentativas de reeleição dos governadores Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará) e Rafael Fonteles (Piauí), além de apostas em nomes como Leandro Grass (DF) e o ex-deputado Fábio Trad (MS).
O relatório aponta uma forte inclinação do PT para composições com partidos da base aliada federal. O partido deve caminhar com o PSD no Rio de Janeiro (Eduardo Paes) e no Amazonas (Omar Aziz); com o MDB em Alagoas (Renan Filho) e no Pará (Hana Ghassan); e com o PSB em Pernambuco (João Campos). Há inclusive sinalizações de apoio a nomes do União Brasil e do Progressistas em estados do Norte e Nordeste.
Lacuna maranhense
Um ponto que chama a atenção no levantamento divulgado pelo Metrópoles é a ausência de menção direta ao cenário político do Maranhão. A reportagem não cita a pré-candidatura de Felipe Camarão (PT), atual vice-governador do estado, que tem sido apontado internamente como o nome natural da legenda para a sucessão de Carlos Brandão (PSB).
Além de ignorar a postulação de Camarão, o mapeamento também não esclarece qual seria o “Plano B” do PT em solo maranhense caso a sigla opte por uma aliança externa. Não há indicação de se o partido abriria mão da cabeça de chapa para apoiar um nome indicado pelo grupo de Brandão ou se buscaria uma composição com outras forças da base governista.
Essa omissão levanta dúvidas sobre o estágio das negociações entre o diretório nacional e as lideranças locais, uma vez que o Maranhão é historicamente um dos maiores redutos eleitorais proporcionais de Lula, mas apresenta uma dinâmica de alianças complexa entre PT e PSB que ainda carece de uma definição oficial no cronograma divulgado pela coluna.