Deputado Edilázio Júnior critica atuação do governador Flávio Dino nas eleições 2016

O
primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão,
deputado estadual Edilázio Júnior (PV), avaliou como negativa a atuação
política do governador junto aos seus aliados, na disputa eleitoral que
acontece nos municípios.
Ele relatou ter visitado vários municípios no fim de
semana – ocasião em que participou de convenções partidárias e confirmação de
candidaturas -, e constatou a insatisfação, tanto do eleitorado maranhense,
quanto de lideranças políticas ligadas ao grupo do governador do estado.
“Eu queria primeiro parabenizar o prefeito Edivaldo
Holanda Júnior [PDT] pela convenção que realizou no fim de semana. Ele mostrou
que realmente quer ganhar as eleições, quando pediu até pelo amor de Deus para
o governador não estar em seu palanque, em sua convenção. E olha que o
secretário do governo [Márcio Jerry], presidente do partido do governador
[PCdoB], insistiu muito para ir”, disse.
Edilázio também citou a situação dos aliados do
governador em Pinheiro e em Imperatriz.
“Em Pinheiro ele repetiu a história de Imperatriz. Lá,
tinha o até então pré-candidato, Luciano Genésio, que já havia sido humilhado e
demitido pelo governo e teve a sua esposa demitida, difamada e escorraçada do
Hemomar, e que passou a ser alvo do PCdoB. Quem atacava Genésio não era ninguém
ligado ao grupo Sarney, não era o PMDB, não era a turma de Filuca, era o PCdoB.
Fizeram uma semana de festa em Pinheiro para inaugurar o Hospital Regional.
Quem é o diretor do hospital? O candidato a prefeito do governador [Leonardo
Sá]. Todos os cargos do Estado no município foram entregues para o candidato do
PCdoB. Aí, ele começou a arruinar a sua própria pré-candidatura, porque o
hospital não funcionou, só havia reclamação. Resultado: o candidato do
governador teve de abrir mão da própria candidatura”, disse.
Em Barreirinhas, ele criticou a neutralização do Governo
sobre o prefeito Léo Costa, impedido pelo PDT de disputar a reeleição.
“Léo Costa, que é filiado e um dos fundadores do PDT,
sofreu um atentado lá em Barreirinhas. Ele foi cerceado e não pode sequer ser
candidato a prefeito na sua cidade, na qual exerce mandato legitimado pelo
povo. Mas por que fizeram esse atentado? Ora, porque o candidato do PCdoB é
sócio do governador no escritório de advocacia”, completou.
Para ele, a influência Flávio Dino se dá de forma
autoritária sobre os membros do grupo governista.
“O ex-presidente da OAB, Mário Macieira, eu pelo menos
nunca tinha visto ele militar pelo PT, mas ele é sócio do governador também.
Sócio do candidato de Barreirinhas. Então o governador faz o que? Coloca como
candidato a vice em São Luís. Nunca militou pelo PT, nunca foi candidato a
nada, mas é sócio do governador. Esse é o governo da mudança. Governo fraco faz
assim”, enfatizou.
Edilázio também falou da “influência” do Governo em
Colinas, cidade natal do secretário de Estado da Comunicação, Marcio Jerry.
“Colinas é a cidade do todo poderoso do Governo. A irmã
do todo poderoso [Régia Barroso] desiste da pré-candidatura. Quem desistiu não
foi o candidato do PMDB, nem do PV, nem do Democratas. Quem desistiu foi a irmã
do presidente do Partido Comunista do Brasil, do secretário que manda e
desmanda no Maranhão. Desistiu porque o Governo é inoperante naquele município
e em todo o estado. Porque o Governo é fraco. Porque não há discurso, não há
como pedir votos”, finalizou.

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