Os Procons do Nordeste emitiram, nesta terça-feira(5), uma nota de repúdio à compra da Estácio Participações pela Kroton
Educacional. As empresas anunciaram a possibilidade do negócio no início de
junho deste ano. Uma vez concluída, a união do grupo Kroton/Estácio terá
controle sobre cerca de 50% de pelo menos sete cursos do ensino superior
privado na região Nordeste.
O diretor dos Procons do Nordeste e presidente do
Procon/MA, Duarte Júnior, explica que a compra da Estácio pela Kroton põe em
risco a soberania do Estado Brasileiro sobre um serviço essencial, que é a
educação. “Cerca de 80% dos acionistas dos dois grupos são estrangeiros. Além
de controlar 30% do ensino superior privado no Brasil, a unificação ameaçaria
as empresas menores, diminuindo a oferta e contribuindo para a precariedade do
serviço. Sem concorrência expressiva, a qualidade cai e quem perde é o consumidor”,
esclarece.
Procon/MA, Duarte Júnior, explica que a compra da Estácio pela Kroton põe em
risco a soberania do Estado Brasileiro sobre um serviço essencial, que é a
educação. “Cerca de 80% dos acionistas dos dois grupos são estrangeiros. Além
de controlar 30% do ensino superior privado no Brasil, a unificação ameaçaria
as empresas menores, diminuindo a oferta e contribuindo para a precariedade do
serviço. Sem concorrência expressiva, a qualidade cai e quem perde é o consumidor”,
esclarece.
São Luís seria a quinta cidade com maior
concentração de instituições de ensino controladas pela Kroton/Estácio,
totalizando 45% do mercado local de cursos presenciais. Na educação à distância
(EAD), mais de 50% dos cursos estariam sob o poder das empresas estrangeiras em
13 estados, sendo seis do Nordeste.
concentração de instituições de ensino controladas pela Kroton/Estácio,
totalizando 45% do mercado local de cursos presenciais. Na educação à distância
(EAD), mais de 50% dos cursos estariam sob o poder das empresas estrangeiras em
13 estados, sendo seis do Nordeste.
As negociações para a compra da Estácio
Participações começaram após a crise das instituições privadas desencadeadas
pela redução dos recursos destinados ao financiamento estudantil privado pelo
Governo Federal. Se a venda for concretizada, cinco em cada dez alunos do
ensino superior de EAD e três em cada dez do ensino presencial estariam
matriculados numa instituição da Kroton/Estácio. Em São Luís, o grupo Estácio
opera com o nome Estácio São Luís, enquanto a Kroton administra as marcas
Anhanguera, Fama, LFG e Pitágoras.
Participações começaram após a crise das instituições privadas desencadeadas
pela redução dos recursos destinados ao financiamento estudantil privado pelo
Governo Federal. Se a venda for concretizada, cinco em cada dez alunos do
ensino superior de EAD e três em cada dez do ensino presencial estariam
matriculados numa instituição da Kroton/Estácio. Em São Luís, o grupo Estácio
opera com o nome Estácio São Luís, enquanto a Kroton administra as marcas
Anhanguera, Fama, LFG e Pitágoras.
A Kroton chegou a anunciar que, caso a Estácio
aceite a compra, instituições como a Uniderp e a Uniseb seriam leiloadas,
submentendo a incerteza um contingente de pelo menos 150 mil alunos. De acordo
com a nota dos Procons do Nordeste, o risco de dano coletivo seria irreparável.
aceite a compra, instituições como a Uniderp e a Uniseb seriam leiloadas,
submentendo a incerteza um contingente de pelo menos 150 mil alunos. De acordo
com a nota dos Procons do Nordeste, o risco de dano coletivo seria irreparável.
“Com essa nota, nós convocamos o Ministério Público
Federal, o Ministério da Educação, os órgãos de defesa do consumidor e demais
organizações e entidades de proteção da educação, para uma força-tarefa visando
impedir a mercantilização do ensino superior privado no Brasil. O Cade [Conselho
Administrativo de Defesa Econômica]não pode aceitar um negócio capaz
de por em risco a soberania nacional, os direitos do consumidor e a qualidade
da educação”, afirmou Duarte Júnior.
Federal, o Ministério da Educação, os órgãos de defesa do consumidor e demais
organizações e entidades de proteção da educação, para uma força-tarefa visando
impedir a mercantilização do ensino superior privado no Brasil. O Cade [Conselho
Administrativo de Defesa Econômica]não pode aceitar um negócio capaz
de por em risco a soberania nacional, os direitos do consumidor e a qualidade
da educação”, afirmou Duarte Júnior.
Segundo matérias veiculadas na imprensa nacional, o
Conselho de Administração da Estácio deverá se reunir na próxima sexta-feira
(8) para analisar todas as condições da proposta da Kroton. A nota de repúdio
dos Procons do Nordeste também está disponível no sitewww.procon.ma.gov.br.
Conselho de Administração da Estácio deverá se reunir na próxima sexta-feira
(8) para analisar todas as condições da proposta da Kroton. A nota de repúdio
dos Procons do Nordeste também está disponível no sitewww.procon.ma.gov.br.