GLOBO VÊ AÉCIO NO BANCO COM ALTO TEOR DE PROPINA

A
descoberta de que a Odebrecht mantinha um banco no exterior, em sociedade com o
grupo Petrópolis, da cervejaria Itaipava, para realizar pagamentos de natureza
política, pode esclarecer o conteúdo do listão da empreiteira, apreendido na
Operação Xepa, uma das etapas da Lava Jato.
Com o vazamento da lista,
surgiram indícios de que a Odebrecht distribuiu pelo menos US$ 117 milhões para o pagamento de propina entre 2008 e
2014. A novidade é que, agora, o operador Vinícius Veiga Borin revelou que a
compra do Meinl Bank, pela Odebrecht e pelo empresário Walter Faria, do grupo
Petrópolis, visava facilitar o pagamento de propinas.
Na reportagem desta
segunda-feira, o jornal O Globo cita Aécio como um dos beneficiários dessas
doações. “O delator não envolve diretamente a cervejaria no esquema, só
informa que era sócia da Odebrecht no banco e que distribuidoras de bebidas ligadas
ao grupo Petrópolis fizeram doações eleitorais. Na 23a. etapa da Lava-Jato, foi
achada com um diretor da Odebrecht planilha em que essas empresas aparecem
fazendo doações a políticos, entre eles Aécio Neves (PSDB-MG).”
O Globo se refere à empresa Leyroz,
que doou R$ 1,6 milhão a Aécio e ao PSDB em 2010, no ano em que ele concorreu
ao Senado Federal, após dois mandatos como governador de Minas (saiba mais
sobre o caso aqui).
À época, Aécio declarou que as doações foram legais e declaradas ao Tribunal
Superior Eleitoral.

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