Como votar o impeachment com seus comandantes à boca da prisão?

Fernando Brito 
Tijolaço
O título aí de cima é um lamento contra o acordo
ortográfico.
Se eu ainda pudesse escrever co-mandante daria
melhor ideia do que digo.
Afinal, são todos mandantes de um crime contra a
democracia e o direito de voto do povo brasileiro.
Quem é que pode dizer que “as instituições estão
funcionando”?
Com o presidente do Senado, o presidente da Câmara,
o ex-ministro de Temer e um ex-Presidente da República com a prisão preventiva
pedida.
Todos: Renan, Cunha, Jucá e Sarney, este com o
detalhe sórdido de, pela idade, propor-se o uso de uma tornozeleira eletrônica.
E todos lá, na base do Vossa Excelência para cá e
para lá?
O que restava de dúvidas no mundo sobre a
existência de um golpe de Estado no Brasil vai desmoronar hoje e amanhã nos
sites e jornais do mundo inteiro.
Alguém acha que um país do tamanho do Brasil pode
ser aceito em alguma parte do mundo om toda a cúpula do Legislativo com a
prisão pedida?
E o Dr. Teori, com aquela cara séria, vai dizer: em
setembro eu decido?
No linguajar “cult” de Jucá, vão deixar “essa
porra” seguir, como se nada estivesse acontecendo?
O presidente do Supremo vai sentar ao lado de Renan
e presidir a execução da presidenta eleita?
O Renan vai comandar a votação do reajuste dos
ministros, que agora, dizem, já não merece a salva de palmas do beneficiário da
usurpação?
Já era uma esculhambação, agora virou uma comédia
pastelão.

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