Câmara Municipal debate saúde pública de São Luís

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Uma audiência pública realizada nesta terça-feira (06) na Câmara
Municipal debateu a situação da saúde pública do município de São Luís.
A reunião foi proposta pelo vereador Estevão Aragão (PSDB), por meio do
requerimento nº 402/18 aprovado pela Casa Legislativa. O tema proposto
foi os esclarecimentos em relação aos convênios celebrados com a
Federação e o Estado; paralisação das obras da Maternidade da Cidade
Operária; e paralisação das obras de reforma do Hospital Odorico de
Amaral Matos, o Hospital da Criança”.
Durante o discurso na tribuna da Câmara, o autor da proposta questionou
o motivo da Secretária Municipal de Saúde ter 6.500 funcionários lotados
na pasta. Outro ponto levantado por Estevão Aragão foi o número de
medicamento que se estragaram em um galpão localizado na BR-135.
“Estamos tentando contribuir para o crescimento da nossa cidade. Fomos
eleitos para representar mais de um milhão de habitantes. Os
questionamentos feitos aqui não são nossos, mas da população. Não existe
falta de recursos, mas ele não é administrado da forma correta” afirmou
o parlamentar do PSDB.
O secretário  da Secretaria de Saúde de São Luís (SEMUS), Lula Fylho,
apresentou um balanço das ações realizadas pela secretaria. Segundo ele,
o município já economizou mais de R$ 1,5 milhão por meio do investimento
em auditorias.
“O município tem que atender a demanda da capital e ainda receber
pacientes de todos os municípios do interior do estado. Atualmente, nós
estamos trabalhando com R$ 16,00 por habitante para fazer  atendimento.
Na Atenção Básica temos que trabalhar por R$ 3,32 reais para atender
cada morador. Em relação a reforma do Hospital da Criança, as obras vão
ser custeadas pelo Governo do Estado, através da Secretaria de
Infraestrutura. Devolvemos  o valores celebrado com os convênios
federais e estamos finalizando junto com o governo o projeto para que
uma licitação seja realizada e as obras sejam concluídas. Nós também
investimos em programas e a saúde de São Luís recebeu prêmios
internacionais”, afirmou o secretário.

De acordo com o vereador Umbelino Júnior (PPS), todas as pessoas são
usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). “Os hospitais têm superlotação
por falta de atendimento e medicamento. Estive reunido com as entidades
que representam a saúde na nossa cidade e não olhei o número um número
de profissionais adequado para atender as pessoas. Quero entender como a
SEMUS consegue abrigar mais de 3 mil funcionários no prédio de apenas um
andar. Temos que analisar a fundo a  situação da saúde do município”,
exclamou.
O vereador Marquinho (DEM) disse no pronunciamento que a saúde de São
Luís está na UTI e essa situação vem de muitos anos até aqui. Ele
afirmou que “precisamos melhorar a saúde e isso não requer muito
dinheiro. Tudo parte pela humanização dos atendimentos das pessoas. O
atendimento adequado melhora a situação dos pacientes. É necessário
focar na atenção básica e descentralizar a prestação serviço. Combatendo
as doenças na base, nós vamos reduzir os gastos feito pela SEMUS”,
afirmou.
Usando a tribuna, o vereador Marcial Lima (PRTB) questionou como a o
Governo do Estado vai concluir as obras do Hospital da Criança se não
consegue cumprir repasse de recurso para Santa Casa e corta os plantões
de médicos no interior. “A Saúde do nosso município não consegue
avançar, mesmo tendo recursos. Essa situação é muito diferente de outras
cidades do Nordeste. Eu não consigo entender o que acontece com nossa
cidade”, frisou.
O vereador Genival Alves (PRTB) sugeriu que as secretaria de Saúde
comece a trabalhar com a atenção básica na família. “Os investimento nos
agentes de saúde e agendes de endemias é a solução para grande parte dos
problemas que acontecem na saúde municipal”, destacou.
Por fim, o secretário Lula Filho esclareceu os questionamentos dos
vereadores e da população, e fez as considerações finais.

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