Deputado Rigo Teles destaca os 180 anos de emancipação política de Barra do Corda

O
deputado Rigo Teles (PV) ocupou tribuna da Assembleia Legislativa na, para
registrar que Barra do Corda – considerado um dos municípios mais próspero e
importantes da Região Centro Sul do Estado do Maranhão – completa no domingo (
3 de maio) 180 anos de emancipação política com festa.  
No
requerimento encaminhando mensagens de congratulações ao povo barracordense, o
deputado Rigo Teles disse que Barra do Corda é rica em episódios de luta e
coragem, uma marca indelével do seu povo e herança deixada por seus filhos, que
é motivo de muito orgulhos para todos
maranhenses.         
Para
o deputado Rigo Teles, falar do município de Barra do Corda será sempre motivo
de satisfação para todos os maranhenses, principalmente para os filhos da
terra, que ajudaram a construir a cidade centenária, hoje considerada o maior
polo de desenvolvimento da Região Central do Estado do Maranhão. 
Na
ocasião, Rigo Teles destacou que Barra do Corda se destaca também por seus
filhos ilustres, como o ex-prefeito Nenzin, que governou o município, por três
mandatos (1996-2000, 2004-2008 e 2008-2012). Segundo ele, foram realizadas três
gestões históricas, transformando Barra do Corda num canteiro de obras, e até
hoje, Nenzin é considerado como o melhor prefeito da historia de Barra do
Corda.
Também
foi destaques a participação dos deputados de Barra do Corda na Assembleia.
Além de Rigo que exerce o quinto mandato consecutivo, já representaram Barra do
Corda no  Legislativo Estadual os ex-deputados Galeno Brandes, Benedito
Terceiro, Tatá Milhomem, Marcos Pacheco, Elizeu Freitas e Jonas Freitas.
     
 HISTÓRIA DE BARRA DO CORDA  
No pronunciamento, Rigo destacou o artigo do escritor Heider
Moraes, relatando que Barra do Corda foi fundada em 3 de maio de 1835, por
Manoel Rodrigues de Melo Uchoa, cearense de Nossa Senhora da Assunção. Militar,
Uchoa foi comandante-em-chefe de uma das batalhas do Jenipapo em Campo Maior,
Piauí. O nome é homenagem ao rio Corda, que circunda todo o centro urbano em
forma de barra.

O artigo diz ainda que ao declarar fundada Barra do Corda, Melo Uchoa batizou-a
primeiramente de Missões, depois Santa Cruz de Barra do Corda, porque 3 de maio
é o dia da Santa Cruz. Em seguida, Barra do Rio das Cordas e, finalmente, Barra
do Corda.
O nome “Corda” é em razão do rio Corda
então conhecido como rio “Capim”. Como existiam muitos cipós que se
enrolavam em forma de corda, daí o nome rio Corda e por efeito Barra do Corda.

Segundo o artigo de Heider Moraes, uma das versões sobre Melo Uchoa, conta que
ele teria vindo do Piauí onde participou como um dos comandantes-em-chefe da
Batalha do Jenipapo, em Campo Maior, uma rebelião piauiense que pretendia
fundar uma república. Trouxe consigo vários remanescentes dessa batalha,
inclusive o seu lugar tenente, José Lázaro Teixeira.

O escritor conta que nas imediações da cidade de Colinas no Maranhão, na
fazenda Consolação, consta que Melo Uchoa teria reunido uma caravana, a qual
contara com índios Canelas, e em seguida partido em expedição para reconhecer
uma área do centro maranhense e fundar uma cidade.
O povoado Leandro, no sertão, já existia.

Heider Moraes registrou que no porto do hoje povoado do Sujapé, Melo Uchoa
teria passado oito dias descansando. A pé, margeando o rio, foi até a
confluência do Corda com o Mearim, acampando no porto da Sapucaia
(“x” com o balneário Guajajara). Era o local ideal. Além da beleza,
constatou que o rio Mearim a partir dali oferecia condições de navegabilidade.

No porto da Sapucaia, Melo Uchoa declarou fundada Barra do
Corda, em 3 de maio de 1835.
A partir dessa data, Uchoa fixou residência em
Barra do Corda e comandou a demarcação das ruas da cidade, de modo que ficassem
em quadras iguais de cem metros, no sentido de que todas estivessem voltadas
para o nascente.

O escritor Heider Moraes conclui seu artigo Uchoa registrando
que Melo Uchoa viveu 31 anos em Barra do Corda, era pai de sete filhos e morreu
paupérrimo, em 7 de setembro de 1866, foi sepultado na praça Gomes de Sousa
(antigo cemitério que fica em um largo, na entrada do bairro Sítio dos
Ingleses).
Na cidade há apenas a Praça Melo Uchoa em
homenagem a sua pessoa.

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