Prefeitura promove programação junina no Cras da Vila Palmeira

A Prefeitura de São Luís promoveu a realização de
brincadeiras juninas em mais dois equipamentos sociais da Secretaria da Criança
e Assistência Social (Semcas). Dessa vez, os arraiais foram realizados no
Centro-Dia de Referência Para Pessoas com Deficiência e no Centro de Referência
da Assistência Social (Cras) da Vila Palmeira.

Na manhã de sexta-feira (27), o Centro-Dia reuniu
usuários dos serviços de assistência e suas famílias para festejar o São João.
O equipamento, que atende pessoas com deficiência e em situação de dependência
familiar, organizou uma programação especial para comemorar a data.

Os usuários participaram de quadrilhas, cantaram,
desfilaram e fizeram a eleição de rei e rainha caipira. Também houve a
apresentação da Quadrilha Maluca, composta pelos adolescentes da Paróquia Nossa
Senhora da Divina Providência, da Cidade Operária. A assistente social do
Centro-Dia Riany Freitas explicou que além de um momento de interação e de
lazer, o evento é importante para os usuários assimilarem a data.

“É um momento de diversão e fortalecimento de vínculos
familiares. Mas também é nosso objetivo a orientação de tempo e espaço. A
maioria deles não entende que a festa de São João acontece no mês de junho”,
esclarece a assistente social, acrescentando que, com esse objetivo, o Centro
tem a preocupação de sempre comemorar outras datas festivas do calendário.

Dona Maria Carmem é mãe de Thalyta, 20 anos. A jovem é
atendida no Centro-Dia há cerca de três meses e, diagnosticada com um leve
atraso mental, já apresenta avanços. A mãe conta que a jovem estava ansiosa
para a festança. “É uma oportunidade de descontração e de socialização para
Thalyta. E é legal para nós, pais, que podemos desestressar das dificuldades do
dia a dia”, declarou Maria Carmem.

Já no período da tarde de sexta-feira, usuários e membros
da comunidade atendidos pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de
Vínculos do Cras da Vila Palmeira fizeram, na sede do Instituto Cultura e Arte,
festa em homenagem a São João.

O tambor de crioula marcou presença e envolveu o público
no ritmo contagiante da batucada dos tambores. Com fitas nas cores da seleção
brasileira de futebol, crianças e adolescentes participaram das atividades no
Cras e encantaram ao dançar cacuriá.

Segundo a coordenadora do Cras Vila Palmeira, Duldima
Arouche Santos, essa é a primeira vez que o arraial dos Cras acontece neste
bairro, já que a cada ano a festança junina se instala em um bairro diferente
do território. Com um público estimado em 200 pessoas, o objetivo do evento é
agregar a comunidade para sensibilizar sobre a problemática da vulnerabilidade
social.

“Ações como esta fortalecem ainda mais o serviço dentro
do território e é nosso papel promover a transformação na realidade dessas
crianças dentro da comunidade e, sem dúvida, a nossa cultura é uma ferramenta
poderosa para essa transformação”, explicou a coordenadora.

Há um ano, Géssica Taiane Pereira, 10 anos, concorrente a
rainha caipira, frenquenta as aulas de capoeira e garante que no Cras aprendeu
a valorizar a nossa cultura. “É importante porque assim nós não esquecemos de
onde viemos e que essa cultura faz parte da gente”, afirma a adolescente.

 

CENTRO-DIA

Inaugurado em março deste ano, o Centro-Dia é uma
iniciativa do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Governo do
Estado do Maranhão e Prefeitura de São Luís. O Centro-Dia funciona nas
instalações do Centro Educacional São José Operário, das 8h às 18h, no bairro
da Cidade Operária.

Para garantir a independência e autonomia nas atividades
cotidianas, o Centro atende pessoas com deficiência e seus cuidadores e
familiares, oferecendo atendimento coletivo com assistentes sociais, psicólogos
e terapeutas ocupacionais.  Para ser atendido, o usuário pode chegar por
demanda espontânea ou encaminhado pelo Centro de Referência Especializado em
Assistência Social (Creas), Cras, Secretaria de Saúde ou outras políticas.

O atendimento é destinado a pessoas com deficiência
motora, física, intelectual, sensorial e autismo, de 18 a 60 anos, com grau de
dependência familiar e que sofra alguma violação de direito (negligência,
isolamento, punição física, entre outros).

 

 

 

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