Santana monta imagem de Dilma em marcas próprias

Quem baixou os juros, reduziu as tarifas
de energia elétrica, derrubou impostos, segurou o preço dos alimentos, manteve
o emprego em alta, ufa!, e está acabando com a miséria e promovendo
redistribuição de renda?; para o marqueteiro João Santana, Dilma, Dilma, Dilma;
ele centra campanha à reeleição da presidente na coleção de “marcas
próprias” que ela pode exibir, sem medo de mostrá-la como uma mãe social e
uma ótima gestora de governo; arsenal vai crescer em pronunciamento no feriado
de 1º de maio

Em dois anos de
governo, a presidente Dilma Rousseff conseguiu bater na própria figura uma
série de carimbos que a distinguem, para o bem, entre a maioria da população.
Essa é a avaliação do marqueteiro João Santana, coincidente com a da própria
presidente e seus principais conselheiros.

A queda dos juros
bancários, a redução nas tarifas de energia elétrica e a manutenção dos preços
dos alimentos são, neste momento, as “marcas próprias” de Dilma e seu
governo que serão mais exploradas nas mensagens que ela vai transmitir nos
horários políticos do PT e, sem dúvida, em seus pronunciamentos oficiais.

MOMENTO MIDIÁTICO _
O próximo grande momento midiático de Dilma vai ocorrer no feriado de 1º de
Maio, o Dia do Trabalhador. Um pacote de desonerações de impostos para o setor
de ônibus urbanos poderá ser anunciado. A intenção é obter, ao menos, a
manutenção dos preços das tarifas. Isso aliviaria a inflação, tecnicamente, e
politicamente deve trazer mais dividendos para a imagem da presidente. Na mais
recente pesquisa Ibope, com 76% de intenções de voto Dilma exibiu taxa três
vezes maior que a da soma de seus adversários. Representaria uma vitória
folgada, e consagradora, em primeiro turno.

Os porcentuais
recordes e projeções otimistas sobre o desempenho da economia no segundo
semestre proporcionam um clima de otimismo concentrado entre o staff para as
principais questões de comunicação, do qual, além de Santana, fazem parte os
ministros Fernando Pimentel e Aloizio Mercadante, o senador Delcídio Amaral e o
secretário-geral do PT, deputado Paulo Teixeira. Todos cruzam números, e já se
espera comemorar o crescimento de 1% do PIB no primeiro trimestre, mas ainda é
empírica a avaliação de que o segundo semestre será de aquecimento econômico. A
aposta é que as medidas do governo, centradas nas desonerações fiscais, surtam
mais efeito em combinação com as reduções nos juros e nas tarifas de energia
elétrica.

Entre dezembro e
janeiro, o Ibope apurou um crescimento de 9% nas intenções de voto da
presidente. O dado levou o marqueteiro  João Santana a concluir que não há
o que mudar na linha de comunicação presidencial, mas muito a aprofundar. O
slogan O fim da miséria é só um começo, usado no momento em que Dilma anunciou
ampliações do programa Bolsa-família será sucedido por outros sobre decisões
específicas.

A toda
oportunidade, especialmente nos horários partidários pela tevê, a imagem de
Dilma será mostrada em dois planos: o de mãe social e gestora eficiente. A
mensagem que será bombardeada é a de uma presidente que alavancou o desenvolvimento
social e redistribuiu renda como forma de patrocinar o ingresso do Brasil no
primeiro mundo. Os benefícios distribuidos à população, especialmente a mais
pobre, fazem parte de um plano que está dando certo, e vai tirando décadas de
atraso nas políticas sociais.

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