Homenagem a presidente do STF é recusada pelo Legislativo da Bahia

Dominada pelo PT, a Assembleia
Legislativa da Bahia recusou-se a homenagear o presidente do STF (Supremo
Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, com o título de cidadão baiano.
Barbosa, que é mineiro, exerceu carreira no Rio de Janeiro e em Brasília.

Essas homenagens são
aprovadas sem formalidades quando há acordo entre líderes das bancadas. A
liderança do governo Jaques Wagner (PT) na Casa, contudo, não aceitou conceder
o título.

A proposição precisará
passar agora em votação secreta pela Comissão de Justiça e só será apreciada
novamente a partir de fevereiro, após o recesso parlamentar.

Segundo o deputado Zé
Neto (PT), líder do governo, o pedido feito por um integrante da oposição, no
último dia 26, foi “de última hora” e apenas para “criar
polêmica”. “Já tínhamos uma lista com dez nomes encaminhados para
aprovação”, afirma.

Neto nega revanchismo.
“Quem indicou Joaquim Barbosa para o Supremo fomos nós [PT]”, diz,
antes de acrescentar: “Os mesmos que estão aplaudindo excessos [no
julgamento do mensalão] foram os beneficiados pelo fechamento do STF na
ditadura”.

Para o autor da
proposição, o deputado estadual Luciano Simões (PMDB), a recusa está ligada a
uma “postura de vingança” de petistas.

O presidente da
Assembleia baiana, Marcelo Nilo (PDT), concordou com o veto à homenagem para
Barbosa. O STF informou que o ministro não comentaria o assunto.

Entre os nomes que
receberam o título estão o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) e o sérvio Dejan
Petkovic, ex-jogador do Flamengo.

 G 1

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