Presidente da OAB/MA quer extinção do Serviço Velado da PM

Dezoito pessoas procuraram a OAB/MA para fazer denúncias de espancamento, torturas e abuso de autoridade.

Nesta quinta-feira (26/01), o presidente da OAB/MA, Mário Macieira, concedeu entrevistas às TVs Mirante (afiliada da Globo), Difusora (SBT), TV Brasil (Rede Brasil) e TV Maranhense (afiliada da BAND) para falar sobre casos de violências contra advogados.
Macieira, que durante uma entrevista coletiva à Imprensa, realizada na última segunda-feira (23/01) na sede da Seccional, para denunciar o espancamento policial sofrido pelo estagiário de Direito, Ângelo Calmon, pediu a extinção do Serviço de Inteligência da Polícia Militar, voltou a falar sobre o assunto e reafirmou que a OAB/MA é contra a continuação do policiamento velado da PM/MA.
Durante as entrevistas, Mário Macieira informou que 18 pessoas procuraram a OAB/MA para fazer denúncias de espancamento, torturas e abuso de autoridade. “Temos 18 representações contra policiais do Serviço de Inteligência da PM. São casos gravíssimos, com relatos de invasão domiciliar na madrugada e tortura de familiares. Há um caso de uma senhora que foi espancada com o filho de cinco meses no colo”, relatou o presidente.
Ainda segundo Macieira, a Secretaria de Segurança do Estado, por meio de seu secretário, tem defendido o funcionamento do policiamento velado nos meios de comunicação argumentando que em todas as capitais do Brasil, há serviços de inteligência da PM. “Só que, nos outros estados, o que esse serviço faz são escutas telefônicas, vídeos e fotos autorizados pela Justiça e não investigação policial ou prisão, cuja atribuição constitucional é da Polícia judiciária”, afirmou.
Criminalização da vítima – Sobre o caso do estagiário de Direito onde uma suposta testemunha apareceu dizendo que o viu em uma chamada “boca de fumo”, Macieira comunicou que também é prática dos policiais do Serviço Velado que respondem por processo criminal, tentar criminalizar a vítima. “Essa testemunha disse que viu o Angelo Calmon na segunda-feira (23/01) nessa boca de fumo. Mas a agressão policial contra o estudante aconteceu na quarta-feira (18/01) da semana passada. Ela também não sabe precisar a hora e o local”, informou.
Providências – O presidente da OAB/MA disse ainda que a Seccional estuda ingressar com medidas judiciais contra o Serviço de Inteligência da PM e que a entidade já encaminhou as denúncias que foram feitas à Comissão de Direitos Humanos da OAB/MA ao Ministério Público Estadual

Fonte: Assessoria da OAB

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