Fundo Monetário Internacional será comandado pela primeira vez por uma mulher

O conselho executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) elegeu ontem a francesa Christine Lagarde como diretora-geral do órgão. O mandato começa na próxima terça-feira e deve durar cinco anos. Pela primeira vez na história, o FMI será comandado por uma mulher.
De Dominique Strauss-Khan, derrubado em função de um escândalo sexual, herdará a agenda delicada da crise da Grécia e de seus potenciais riscos para a União Europeia (UE) e mesmo para os EUA
Pouco antes da decisão, o governo brasileiro havia anunciado apoio à candidatura de Christine. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que agrada ao Brasil o fato de a francesa ter declarado que não pretendia apenas representar a Europa, mas exercer o cargo para atender ao interesse global.
Vários países além do Brasil e dos Estados Unidos já haviam anunciado seu apoio à francesa. Apenas Canadá, Austrália e México apoiaram o mexicano Agustín Carstens.
Ao explicar o voto dos EUA, o país com maior peso na escolha por causa de suas cotas no FMI, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, afirmou ser Lagarde “a melhor candidata possível” e “uma excelente escolha”. Mencionou ainda ter sido ela “apoiada por duas economias emergentes, a Rússia e a China”.
Ao fazer a escolha, Wa­shington distanciou-se de seu vizinho, sócio comercial e histórico aliado, o México. Indiretamente, reiterou a fórmula adotada em 1944, segundo a qual o FMI deve ser conduzido por um europeu e o Banco Mundial, por um norte-americano. Há duas semanas, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, desmentira artigo da agência de notícias Reuters sobre sua intenção de concorrer à presidência do Banco Mundial em 2013.
Em sua campanha, o mexicano Carstens não conseguiu mobilizar o apoio das principais economias emergentes, mes­mo citando o “conflito de interesses” presente na possível escolha de Lagarde.

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