Código Florestal não vai causar retaliação do governo ao PMDB, afirma Sarney

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta sexta-feira (27) que nenhuma retaliação do governo contra parlamentares peemedebistas “será bem recebida pelo partido”. Ele se referiu à informação publicada na coluna de Dora Kramer, no jornal O Estado de S. Paulo, sobre uma conversa na qual o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, transmitiu o recado da presidente Dilma Rousseff ao vice-presidente Michel Temer (PMDB), de que os ministros do PMDB seriam todos demitidos se insistissem em contrariá-la na votação do Código Florestal.
Sarney disse que não tomou conhecimento da conversa. “Nem conversei com o presidente Temer, não tenho conhecimento desse fato e não acredito em retaliação contra o PMDB em decorrência da posição dos senhores deputados”, afirmou. “Seria uma providência que jamais seria bem recebida pelo partido. Não acredito em nenhuma retaliação do governo pela posição que o PMDB possa ter”.
Sobre a decisão do Ministério Público Federal do Distrito Federal de instaurar procedimento investigatório civil para apurar suposto enriquecimento ilícito de Palocci, o presidente do Senado falou que os procuradores estão exercendo sua competência. Mas lembrou que caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) dar a sentença final, “uma vez que se trata de ministro e ele tem prerrogativa de foro”.
O peemedebista comentou que desconhece pressões vindas do planalto para inviabilizar uma CPI destinada a investigar as atividades de consultoria de Antonio Palocci.
Também afirmou que não tomou conhecimento da iniciativa do senador Clésio Andrade (PR-MG) de retirar a assinatura do requerimento de criação da CPI. “Não sei das pressões que estão sendo feitas ou não”, reiterou.
Sarney desconversou quando questionado sobre a conveniência de Palocci comparecer ao Congresso para se explicar. “Essa é uma decisão do ministro Palocci, não posso opinar sobre ela”, encerrou.

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